quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cap 1.6 - Markheign, o reino da Fênix - A busca

Segundos depois de proferidas as palavras mágicas pelo encantador, os heróis chegaram a seu destino. O local era sombrio e tenebroso. Estavam no topo de uma colina verde, como um oásis em meio ao deserto. Uma névoa espessa obstruía a visão mais distante, mas era possível ver árvores mortas sobre o campo abaixo da colina. O uivante vento gelava a espinha, como o toque cadavérico da morte. Calafrios eram inevitáveis, e o pobre Gimp nem mesmo conseguia respirar. Uijo murmurou preces rápidas a seu Deus, pedindo por força e sabedoria para enfrentar o que viesse a se opor a ele em sua divina empreitada. Cautelosamente, começaram a descer a colina desprovida de vegetação.

À medida que andavam, alargavam seu campo de visão. À medida que forçavam sua inquebrável vontade sobre aquele campo maldito, a névoa dispersava-se. Podia-se ver, agora, um cemitério. Sua tosca e decrépita murada agora ruía, como se há séculos ninguém pisasse naquelas terras ou cuidasse de coisa alguma ali. Um portão duplo, com uma metade caída, adornava a entrada do recinto. Corvos espreitavam, silenciosamente, de cima do muro e dos galhos das ávores.

Passando pelo portão, nenhum dos heróis poderia deixar de sentir o mau agouro certamente trazido por aquela ação. Adentrar em tal nefasto local não poderia trazer bons auspícios. Lápides, enegrecidas pelo tempo, emergiam aqui e ali, com nomes de pessoas comuns. Mausoléus mostravam o esplendor deixado intacto pelas inexoráveis areias do tempo, com seus enfeites vivos de abutres, observando os passantes. Aqui, a grama tornava-se cada vez mais rala e escassa, e nenhum árvore erguia-se com uma folha sequer.

Ao longe, puderam avistar aquela construção. Imperiosa como um castelo, maravilhosa como um templo. O tempo parecia ter castigado pouco esta construção se comparada a todo o resto. Suas paredes continuavam de pé, enegrecidas. Parte do teto havia caído, e os vitrais que um dia enfeitaram suas paredes pareciam ter quebrado há eras. A entrada havia sido um pouco destruída, assim como o teto, mas o resto estava intacto.

Os heróis aproximaram-se e, rogando aos Deuses por coragem, passaram pela entrada do local.

. . .

Senhores, senhoras e crianças, a noite alongou-se demasiado, novamente. Com sua licença, este humilde servo precisa retirar-se. Amanhã, no entanto, continuarei a história, como o tenho feito. Afinal, todos devem conhecer os salvadores de nosso amado mundo, não?

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