sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cap 1.2 - Markheign, o reino da Fênix - O castelo

O palácio era esplendoroso! Enormes corredores, ricamente entalhados e ornados, seguiam por dezenas de metros. Tapetes vermelhos do mais fino material alisavam os pés cansados dos aventureiros, acostumados ao duro solo das viagens. Belíssimos vitrais e tapetes ornavam as paredes, assim como armaduras cuidadosamente montadas e polidas. Um verdadeiro palácio.

A porta do salão, enorme e entalhada com as batalhas mais importantes da história do planeta, estava à frente deles. Ao abri-la depararam-se com o maior salão já visto em suas vidas. Altas e pesadas colunas estendiam-se por metros até o teto, entalhadas no mais puro mámore branco. Vasos e tapetes estavam por todos os lugares, assim como gravuras de guerreiros em seus mais épicos momentos.

O salão estava apinhado de pessoas, de todos os cantos do planeta. Anões, elfos, halflings, gnomos, humanóides de todos os tipos, até mesmo alguns bestiais, como ogros, orcs e minotauros. Algumas criaturas para as quais nem mesmo nomes os humanos haviam inventado corriam, escalavam ou voavam por sobre as cabeças dos humanóides.

Do outro lado do salão, um grande e belíssimo trono pronunciava-se. Seu espaldar elevava-se acima de todas as cabeças, assomando seu reflexo dourado do ouro. Repleto de entalhes feitos em prata e aço temperado, ele mais parecia uma ode à grandeza, e não o trono de um rei. Não se poderia esperar menos de um soberano como aquele.

Aquela terra, por suas condições climáticas rigorosas, criara os mais esplêndidos guerreiros sobre a face do planeta. Os homens eram extremamente fortes e resistentes. Dizia-se ser um dos testes para o rito de maioridade mergulhar em um lago da região, durante as geadas, e capturar um leão-marinho com as mãos vazias. Estas criaturas, extremamente pesadas e ferozes, eram conhecidas por matar incautos mergulhadores em suas águas. As mulheres também não ficavam atrás em resistência. Até as gestantes treinavam para o combate, caça e pesca, muitas vezes enquanto seus maridos saíam para os ritos nas regiões selvagens ou para a conquista de novas terras.

Era impossível alcançar o outro lado do salão. A multidão impedia nossos heróis de alcançarem o rei. Apesar disso, eles não passaram desapercebidos. Um dos ajudantes da realeza veio falar com eles. O monarca estava muito ocupado, mas regozijava-se com a presença dos aventureiros. Eles seriam mais um raio de esperança em meio à escuridão. Foram convidados a descansarem nos aposentos do Castelo até a noite, quando haveria uma grande celebração.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cap 1.2 - Markheign, o reino da Fênix - O último porto seguro

Calma, criança... Continuarei a história dos salvadores de nosso mundo agora. Crianças impacientes!


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Donovan acordou sobressaltado. O suor escorria de suas têmporas, e sua respiração sobressaltada era o único som na noite tranqüila. O sentinela do turno, Uijo, perguntou-lhe o que se passava. Um pesadelo. Toda aquela batalha, entretanto, parecia-lhe tão real, tão real... Ele não conseguiria voltar a dormir. Seria um presságio? O amanhecer, entretanto, trouxera a luz para suas dúvidas. Não poderia parar ou se questionar. Deveriam continuar. Já estavam bem perto.

Ao chegarem, finalmente, a Markheign, pararam em frente à Cúpula. Bela visão, aquela! O azul opaco nada deixava ver do lado de dentro da proteção mágica. Pelo contrário, refulgia os raios solares, gerando diversas cores, dependendo do ângulo pelo qual se olhava. Realmente, belíssimo. Melhor ainda, depois de tantos problemas, finalmente haviam chegado.

Um guardião os abordou magicamente. Sua imagem, gerada por magia, projetou-se da cúpula. Era de estatura mediana, e compleição física considerável. Seu rosto era coberto pela sombra do capacete, e nenhum ponto de pele era visível por debaixo de sua brilhante armadura completa.

- Quem são? O que desejam?

- Jason Patrinel lidera este grupo, nobre sentinela. Faço parte da guarda real de Mountur, e venho, com meu grupo, em missão de urgência. Informe a seus superiores.

Algum tempo de silêncio passou-se. Foram aceitos, e sua passagem era permitida. Atravessar a Cúpula sempre era uma sensação interessante. Era como entrar em uma outra dimensão. O Mantenedor, do lado de dentro, apontou-lhes uma construção próxima, sede local de sua congregação. Rapidamente, voltou sua atenção à Cúpula. Pequeninos fios azulados saltavam da palma de suas mãos em direção à barreira, imergindo-se na imensidão azul.

Ao falarem com o supervisor dos Mantenedores locais, foram enviados a Minir, a capital do reino. Uma bela cidade, aquela. Bem fria, mas bela. As histórias contam sobre como o reino de Markheign ficara tão frio, naquelas épocas.

Um antigo rei, de nome esquecido e apagado da história, teria, inadvertidamente, trazido uma maldição sobre sua terra. Enquanto houvesse gelo em seu coração para com seus súditos, haveria gelo sobre a terra. Assim, ele buscou em todos os reinos por uma forma de quebrar seu gelo. Encontrou-a na forma de uma bela jovem, com a qual prontamente casou-se. Perdidamente apaixonado, levou-a a sua terra, mesmo contra sua vontade. O gelo derreteu sobre a terra e sobre o coração do rei, mas formou-se no coração da donzela. Muito triste, um dia, saltou da torre do portentoso palácio do rei, a fim de livrar-se de seu sofrimento. Morto, a donzela, de coração meigo e doce, não pôde ficar feliz, e passou o resto de sua vida com o coração gelado, assim como a terra, para todo o sempre.

Apesar disto, a cidade era esplendorosa. Sua muralha já era de se espantar. Muito alta, extremamente resistente, uma verdadeira obra de arte da engenharia. Castelos fortificados, altas torres, casas de guarda. Estava explicado o porquê de esta cúpula não ter sido atacada. A fortificação militar da capital era incomparável em todo o planeta. Depois de andar algum tempo, finalmente depararam-se com o castelo principal.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cap 1.1 - Markheign, o reino da Fênix - Lembranças

O céu escurecera. O tamanho do poder do cavaleiro era incalculável. A pequena orbe que flutuava sobre a palma de sua manopla havia esvaziado-se. Antes negra, agora tinha um branco opaco como cor.
- Se não aceitam a rendição, deverão morrer.
Com suas palavras, uma intimidadora corneta se fez ouvir. Moldada do corno de um milenar dragões, o som reverberava por toda a sua extensão, fazendo-se ouvir há centenas de metros. Há curta distância, entretanto, o pavor daquele instrumento era tão grande que fazia os homens agacharem-se e chorarem como crianças. O som de espadas e machadas caindo de mãos trêmulas encheu o campo de batalha dos defensores.
Os urros das criaturas das trevas uniram-se, em uníssomo, ao som do enorme chifre. Elas gargalhavam, xingavam e batiam espadas em escudos. Esperavam somente uma ordem de seus generais. Com um aceno de mão, a centena de metros separando os exércitos começou a encurtar-se.
Ao ver isto, ele correu para a frente de batalha. Saltou sobre seu grifo, esplendorosamente lançando-se aos céus. Por cima de suas cabeças, gritava:
- Homens! Levantem-se! Não temam aquele que não deve ser temido. Temam a fúria de seus Deuses, olhando para e por vocês de suas longínqüas moradas. Observam sua covardia, seus joelhos tremendo, suas mãos incapazes de empunhar a espada. Não vêem os homens defendendo suas mulheres e filhos, sua terra, seu clã, seu rei. Não vêem o brilhos nos olhos daqueles que lutam por um ideal, por uma causa nobre e justa. Não vêem o rilhar de seus dentes, os escudos unidos, as espadas arrancando as entranhas destas malditas criaturas. Não vêem o seu triunfar na batalha, os clarins tocados em seu retorno, a glória da vitória. E o pior, não vêem seus protegidos sangrarem e morrerem em seus nomes. Digo-lhes, homens de meu reino: lutem, matem, sangrem e morram por Eles. Nós vemos em seus planos!
Neste momento, arremeteu contra o cavaleiro. O golpe de sua espada retiniu contra o escudo do cavaleiro com um clarão que iluminou todo o campo. O que se pôde ver deste clarão foram os rostos dos homens, de pé, altivos, quase Deuses. Escudo contra escudo, lado a lado, ombro a ombro. As criaturas pararam por um instante, e só voltaram a correr ao escutarem o grito de alerta de seus mestres:
- Fleeeeeechas!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Apresentação

Este Blog foi criado com o objetivo de contar uma história baseada em uma campanha de RPG. Por proteção aos direitos autorais, a história será modificada em alguns pontos. Eles levariam ao mundo no qual a campanha aconteceu, e serão substituídos por um outro mundo, cujo nome será revelado depois.

Espero agradar a todos os leitores. Por favor, coloquem seus comentários, sejam elogios ou críticas. Serão todos bem aceitos.

Boa leitura.