Após o encontro com o guerreiro sem rosto, os heróis, preocupados com a segurança da última casa amiga, foram às autoridades. Somente assim poderiam dormir tranquilos.
Tendo avisado ao chefe da casa de guarda, puderam descansar. Em seus pensamentos nada mais passava a não ser o inquietante encontro noturno. Quem poderia imaginar um servo das trevas dentro da mais forte proteção mágica da história do planeta? Jason, um eterno lutador, só pedia aos deuses por uma chance de lutar com ele, frente a frente, um combate singular. Ele, de fato, deixara isto bem claro no último encontro. Este sentimento era geral, menos de Gimp, cujas preocupações viravam-se para seus próprios apontamentos.
O primeiro a acordar, como sempre, foi Bash. O anel dourado e vermelho que lhe ornava o dedo fazia-o acordar logo após o raiar dos primeiros raios solares. Com trabalho a fazer e a cabeça fervilhante de idéias, ele não conseguiu descansar mais que o necessário. Precisava estar acordado, precisava pesquisar, aprender, construir. Afinal, tanto conhecimento deveria ser útil na prática. Eles sabiam que o tempo era escasso, e Bash precisava criar itens.
Os outros todos foram acordando em seguida, com os primeiros raios de Sol. Nenhum conseguira dormir por muito tempo com aquela sombra rondando-lhes os sonhos. Ele apareceu na mente de cada um deles, matando a todos. O mesmo sonho, para cada um deles. Nenhum, no entanto, comentou nada, por medo ou desconfiança.
Sim, criança, naquela época eles eram um grupo de aventureiros recém formado. Quando várias pessoas de origens e costumes diferentes se unem, é isto o que acontece: medo e desconfiança. Eles ainda aprenderiam a confiar suas vidas nas mãos de cada um de seus companheiros, mas não naquele dia.
Bem cedo, foram chamados pelo líder da guarda ao castelo. Seriam enviados para investigar um local ao norte dali, dentro da Cúpula. Um mago os enviaria para lá, assim como os traria de volta ao final da empreitada. Antes de partirem, Gimp encheu seus bolsos do delicioso queijo da guarda, no depósito há um ano ou dois. O mofo tomava a superfície. "Hum, do jeitinho que eu gosto!", disse ele. Bash, incansável, não fora, comunicando-se magicamente com seus companheiros. Assim que Bash juntou-se a eles, partiram.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Cap 1.4 - Markheign, o reino da Fênix - Encontro inesperado
Ao final da festa, nossos heróis foram espairecer suas idéias e tomar algum ar fresco pelas ruas da cidade. Mal sabiam eles do inesperado encontro com um conhecido bem pouco amistoso. O guerreiro sem rosto, o responsável por levá-los até a armadilha nas montanhas.
Sem ninguém notar, ele apareceu no meio de todos, como se estivesse caminhando com eles. Ao notarem-no, os aventureiros saltaram e formaram um círculo ao seu redor. A criatura vestia uma peça de roupa única, um negro e esfarrapado nas pontas manto com capuz. Nada se conseguia ver do lado de fora do manto, mãos, pés ou rosto. Somente o doentio brilho das órbitas vermelhas era visível dentro do capuz.
Sua voz era cadavérica. Ele viera somente ameaçar. Prometia uma dolorosa e agoniante morte aos nossos heróis. Nenhuma batalha, no entanto, fora travada, pois ele mais parecia uma sombra que um ser de carne e osso. Movia-se como o vento, escondendo-se em qualquer reentrância somente para aparecer há metros de distância, pegando alguém desprevenido.
Ao aparecer nas costas de Jason, este ignorou-lhe e disse: "Quando quiser lutar, apareça e teremos um combate honrado". A criatura, sumindo nas ranhuras do solo, reapareceu mais na frente, com a adaga na base do crânio de Jason, o metal gélido provocando calafrios: "Cuidado, vigoroso guerreiro. Mesmo o mais forte dos gigantes pode cair com um único ataque bem colocado...".
Com estas palavras, novamente sumiu, deixando somente a dúvida e confusão. Uma criatura das trevas, dentro da cúpula? O regente deveria ser avisado imediatamente!
Sem ninguém notar, ele apareceu no meio de todos, como se estivesse caminhando com eles. Ao notarem-no, os aventureiros saltaram e formaram um círculo ao seu redor. A criatura vestia uma peça de roupa única, um negro e esfarrapado nas pontas manto com capuz. Nada se conseguia ver do lado de fora do manto, mãos, pés ou rosto. Somente o doentio brilho das órbitas vermelhas era visível dentro do capuz.
Sua voz era cadavérica. Ele viera somente ameaçar. Prometia uma dolorosa e agoniante morte aos nossos heróis. Nenhuma batalha, no entanto, fora travada, pois ele mais parecia uma sombra que um ser de carne e osso. Movia-se como o vento, escondendo-se em qualquer reentrância somente para aparecer há metros de distância, pegando alguém desprevenido.
Ao aparecer nas costas de Jason, este ignorou-lhe e disse: "Quando quiser lutar, apareça e teremos um combate honrado". A criatura, sumindo nas ranhuras do solo, reapareceu mais na frente, com a adaga na base do crânio de Jason, o metal gélido provocando calafrios: "Cuidado, vigoroso guerreiro. Mesmo o mais forte dos gigantes pode cair com um único ataque bem colocado...".
Com estas palavras, novamente sumiu, deixando somente a dúvida e confusão. Uma criatura das trevas, dentro da cúpula? O regente deveria ser avisado imediatamente!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Cap 1.3 - Markheign, o reino da Fênix - A Festa
À noite, houve uma festa comemorativa. Ela deveria preceder todos os preparativos do 2º Chamado às Armas. Nossos heróis, obviamente, estavam lá. Vestidos com suas roupas de gala, todos os heróis presentes foram convocadas a divertir-se a noite toda.
Ao chegarem à festa, nossos heróis foram recebidos com música. Todos estavam comendo e bebendo, alguns dançando. O rei não se encontrava no local, nem a pessoa que os heróis deveriam encontrar ali. Assim, resolveram entrar no clima e divertir-se.
De repente, a música parou. Todos ouviram a potente voz de Milus Strovoi, o porta voz do rei. Ele anunciava o início das apresentações artísticas. Logo começaram as danças. Tribos de todas as partes do mundo se reuniam, naquela fatídica noite, no castelo do rei de Markheign. Todas queriam apresentar-se.
Aqueles intitulados de Saltec, uma tribo das Montanhas Mágicas de Yerevan, com seus corpos pintados de azul, abriram os ensejos. Entraram em cena uma dezena de homens e mulheres, vestindo trajes sumários, feitos de pele e couro de animais selvagens. Todos com corpos de atletas, traziam pinturas azuis circulares e espirais cobrindo boa parte do corpo. Em sua dança, entrelaçavam-se como uma fiandeira com suas agulhas. Uma música bem animada, ao som de flautas e tambores, completava sua dança. Houve até um efeito mágico de fogo, no centro da dança, e saltando entre as mãos dos participantes.
Após esta, uma tribo élfica apresentou-se. Eles não são como os de nosso mundo, meus caros. Eram muito diferentes naquela época. Corpos esguios, magros em sua maioria, olhares altivos e dominadores, fala profunda e majestosa. Sua dança, acompanhada por flautas e bandolins especiais, era lenta e circular. Formaram duas linhas, uma em frente à outra, e dançavam entrelaçando corpos e braços. Aporoximavam-se, giravam, faziam mesuras e afastavam-se. Giravam em círculos e voltavam a seus lugares. Parecia uma autêntica festa de reis e rainhas.
Assim foram diversas, até um bardo, muito conhecido na época, tomar o palco. Seu nome, entretanto, perdeu-se no tempo. Sua ode sobrepujou todas as outras apresentações. Queiram os Deuses um dia eu ser bom como ele! Com um discurso empolgado, ele falou sobre batalhas vencidas e perdidas, sangue derramado e chorado. Falou sobre a honra na batalha, o prazer da vitória e a glória dos caídos heroicamente. Falou sobre tudo o que o coração dos guerreiros precisa, e sobre tudo que os moveria nos anos seguintes. Tudo em alguns minutos, minutos estes que mais pareceram uma era de nosso mundo.
Com este inflamado discurso, os corações de todos encheram-se de glória e pesar. Suas mentes voltaram a sua época, às dificuldades do mundo e ao problema a enfrentar dali por diante. A nostalgia, no entanto, somente era suplantada pela clara visão de uma batalha a ser vencida, de honra a ser alcançada e do mundo a ser salvo. Assim escrevem-se os nomes dos heróis, por meio de espada e magia, e nenhum outro.
O outro ponto, menos heróico mas mais hilário, teve como principal ator um de nossos heróis, Gimp. Nosso pequeno goblin, atrapalhado com o manejo do sexo feminino e alterado pelo álcool, confundiu, com uma bela goblin, um bizarro anão com tendências um tanto... estranhas. Nosso herói somente não passou uma semana sem poder sentar-se corretamente por ter sido impedido de subir ao quarto com este inusitado parceiro por Bash. Gostaria de ter visto esta cena...
Ao chegarem à festa, nossos heróis foram recebidos com música. Todos estavam comendo e bebendo, alguns dançando. O rei não se encontrava no local, nem a pessoa que os heróis deveriam encontrar ali. Assim, resolveram entrar no clima e divertir-se.
De repente, a música parou. Todos ouviram a potente voz de Milus Strovoi, o porta voz do rei. Ele anunciava o início das apresentações artísticas. Logo começaram as danças. Tribos de todas as partes do mundo se reuniam, naquela fatídica noite, no castelo do rei de Markheign. Todas queriam apresentar-se.
Aqueles intitulados de Saltec, uma tribo das Montanhas Mágicas de Yerevan, com seus corpos pintados de azul, abriram os ensejos. Entraram em cena uma dezena de homens e mulheres, vestindo trajes sumários, feitos de pele e couro de animais selvagens. Todos com corpos de atletas, traziam pinturas azuis circulares e espirais cobrindo boa parte do corpo. Em sua dança, entrelaçavam-se como uma fiandeira com suas agulhas. Uma música bem animada, ao som de flautas e tambores, completava sua dança. Houve até um efeito mágico de fogo, no centro da dança, e saltando entre as mãos dos participantes.
Após esta, uma tribo élfica apresentou-se. Eles não são como os de nosso mundo, meus caros. Eram muito diferentes naquela época. Corpos esguios, magros em sua maioria, olhares altivos e dominadores, fala profunda e majestosa. Sua dança, acompanhada por flautas e bandolins especiais, era lenta e circular. Formaram duas linhas, uma em frente à outra, e dançavam entrelaçando corpos e braços. Aporoximavam-se, giravam, faziam mesuras e afastavam-se. Giravam em círculos e voltavam a seus lugares. Parecia uma autêntica festa de reis e rainhas.
Assim foram diversas, até um bardo, muito conhecido na época, tomar o palco. Seu nome, entretanto, perdeu-se no tempo. Sua ode sobrepujou todas as outras apresentações. Queiram os Deuses um dia eu ser bom como ele! Com um discurso empolgado, ele falou sobre batalhas vencidas e perdidas, sangue derramado e chorado. Falou sobre a honra na batalha, o prazer da vitória e a glória dos caídos heroicamente. Falou sobre tudo o que o coração dos guerreiros precisa, e sobre tudo que os moveria nos anos seguintes. Tudo em alguns minutos, minutos estes que mais pareceram uma era de nosso mundo.
Com este inflamado discurso, os corações de todos encheram-se de glória e pesar. Suas mentes voltaram a sua época, às dificuldades do mundo e ao problema a enfrentar dali por diante. A nostalgia, no entanto, somente era suplantada pela clara visão de uma batalha a ser vencida, de honra a ser alcançada e do mundo a ser salvo. Assim escrevem-se os nomes dos heróis, por meio de espada e magia, e nenhum outro.
O outro ponto, menos heróico mas mais hilário, teve como principal ator um de nossos heróis, Gimp. Nosso pequeno goblin, atrapalhado com o manejo do sexo feminino e alterado pelo álcool, confundiu, com uma bela goblin, um bizarro anão com tendências um tanto... estranhas. Nosso herói somente não passou uma semana sem poder sentar-se corretamente por ter sido impedido de subir ao quarto com este inusitado parceiro por Bash. Gostaria de ter visto esta cena...
Assinar:
Postagens (Atom)