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Donovan acordou sobressaltado. O suor escorria de suas têmporas, e sua respiração sobressaltada era o único som na noite tranqüila. O sentinela do turno, Uijo, perguntou-lhe o que se passava. Um pesadelo. Toda aquela batalha, entretanto, parecia-lhe tão real, tão real... Ele não conseguiria voltar a dormir. Seria um presságio? O amanhecer, entretanto, trouxera a luz para suas dúvidas. Não poderia parar ou se questionar. Deveriam continuar. Já estavam bem perto.
Ao chegarem, finalmente, a Markheign, pararam em frente à Cúpula. Bela visão, aquela! O azul opaco nada deixava ver do lado de dentro da proteção mágica. Pelo contrário, refulgia os raios solares, gerando diversas cores, dependendo do ângulo pelo qual se olhava. Realmente, belíssimo. Melhor ainda, depois de tantos problemas, finalmente haviam chegado.
Um guardião os abordou magicamente. Sua imagem, gerada por magia, projetou-se da cúpula. Era de estatura mediana, e compleição física considerável. Seu rosto era coberto pela sombra do capacete, e nenhum ponto de pele era visível por debaixo de sua brilhante armadura completa.
- Quem são? O que desejam?
- Jason Patrinel lidera este grupo, nobre sentinela. Faço parte da guarda real de Mountur, e venho, com meu grupo, em missão de urgência. Informe a seus superiores.
Algum tempo de silêncio passou-se. Foram aceitos, e sua passagem era permitida. Atravessar a Cúpula sempre era uma sensação interessante. Era como entrar em uma outra dimensão. O Mantenedor, do lado de dentro, apontou-lhes uma construção próxima, sede local de sua congregação. Rapidamente, voltou sua atenção à Cúpula. Pequeninos fios azulados saltavam da palma de suas mãos em direção à barreira, imergindo-se na imensidão azul.
Ao falarem com o supervisor dos Mantenedores locais, foram enviados a Minir, a capital do reino. Uma bela cidade, aquela. Bem fria, mas bela. As histórias contam sobre como o reino de Markheign ficara tão frio, naquelas épocas.
Um antigo rei, de nome esquecido e apagado da história, teria, inadvertidamente, trazido uma maldição sobre sua terra. Enquanto houvesse gelo em seu coração para com seus súditos, haveria gelo sobre a terra. Assim, ele buscou em todos os reinos por uma forma de quebrar seu gelo. Encontrou-a na forma de uma bela jovem, com a qual prontamente casou-se. Perdidamente apaixonado, levou-a a sua terra, mesmo contra sua vontade. O gelo derreteu sobre a terra e sobre o coração do rei, mas formou-se no coração da donzela. Muito triste, um dia, saltou da torre do portentoso palácio do rei, a fim de livrar-se de seu sofrimento. Morto, a donzela, de coração meigo e doce, não pôde ficar feliz, e passou o resto de sua vida com o coração gelado, assim como a terra, para todo o sempre.
Apesar disto, a cidade era esplendorosa. Sua muralha já era de se espantar. Muito alta, extremamente resistente, uma verdadeira obra de arte da engenharia. Castelos fortificados, altas torres, casas de guarda. Estava explicado o porquê de esta cúpula não ter sido atacada. A fortificação militar da capital era incomparável em todo o planeta. Depois de andar algum tempo, finalmente depararam-se com o castelo principal.
A história tá massa, mas se é pra mudar os nomes dos lugares, não esquece de mudar o de Arton no começo do post.
ResponderExcluirE no 8o parágrafo talvez fosse melhor separar a partir do "Um antigo rei, de nome esquecido e...", criando um novo parágrafo.