quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cap 1.3 - Markheign, o reino da Fênix - A Festa

À noite, houve uma festa comemorativa. Ela deveria preceder todos os preparativos do 2º Chamado às Armas. Nossos heróis, obviamente, estavam lá. Vestidos com suas roupas de gala, todos os heróis presentes foram convocadas a divertir-se a noite toda.

Ao chegarem à festa, nossos heróis foram recebidos com música. Todos estavam comendo e bebendo, alguns dançando. O rei não se encontrava no local, nem a pessoa que os heróis deveriam encontrar ali. Assim, resolveram entrar no clima e divertir-se.

De repente, a música parou. Todos ouviram a potente voz de Milus Strovoi, o porta voz do rei. Ele anunciava o início das apresentações artísticas. Logo começaram as danças. Tribos de todas as partes do mundo se reuniam, naquela fatídica noite, no castelo do rei de Markheign. Todas queriam apresentar-se.

Aqueles intitulados de Saltec, uma tribo das Montanhas Mágicas de Yerevan, com seus corpos pintados de azul, abriram os ensejos. Entraram em cena uma dezena de homens e mulheres, vestindo trajes sumários, feitos de pele e couro de animais selvagens. Todos com corpos de atletas, traziam pinturas azuis circulares e espirais cobrindo boa parte do corpo. Em sua dança, entrelaçavam-se como uma fiandeira com suas agulhas. Uma música bem animada, ao som de flautas e tambores, completava sua dança. Houve até um efeito mágico de fogo, no centro da dança, e saltando entre as mãos dos participantes.

Após esta, uma tribo élfica apresentou-se. Eles não são como os de nosso mundo, meus caros. Eram muito diferentes naquela época. Corpos esguios, magros em sua maioria, olhares altivos e dominadores, fala profunda e majestosa. Sua dança, acompanhada por flautas e bandolins especiais, era lenta e circular. Formaram duas linhas, uma em frente à outra, e dançavam entrelaçando corpos e braços. Aporoximavam-se, giravam, faziam mesuras e afastavam-se. Giravam em círculos e voltavam a seus lugares. Parecia uma autêntica festa de reis e rainhas.

Assim foram diversas, até um bardo, muito conhecido na época, tomar o palco. Seu nome, entretanto, perdeu-se no tempo. Sua ode sobrepujou todas as outras apresentações. Queiram os Deuses um dia eu ser bom como ele! Com um discurso empolgado, ele falou sobre batalhas vencidas e perdidas, sangue derramado e chorado. Falou sobre a honra na batalha, o prazer da vitória e a glória dos caídos heroicamente. Falou sobre tudo o que o coração dos guerreiros precisa, e sobre tudo que os moveria nos anos seguintes. Tudo em alguns minutos, minutos estes que mais pareceram uma era de nosso mundo.

Com este inflamado discurso, os corações de todos encheram-se de glória e pesar. Suas mentes voltaram a sua época, às dificuldades do mundo e ao problema a enfrentar dali por diante. A nostalgia, no entanto, somente era suplantada pela clara visão de uma batalha a ser vencida, de honra a ser alcançada e do mundo a ser salvo. Assim escrevem-se os nomes dos heróis, por meio de espada e magia, e nenhum outro.

O outro ponto, menos heróico mas mais hilário, teve como principal ator um de nossos heróis, Gimp. Nosso pequeno goblin, atrapalhado com o manejo do sexo feminino e alterado pelo álcool, confundiu, com uma bela goblin, um bizarro anão com tendências um tanto... estranhas. Nosso herói somente não passou uma semana sem poder sentar-se corretamente por ter sido impedido de subir ao quarto com este inusitado parceiro por Bash. Gostaria de ter visto esta cena...

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